terça-feira, 17 de junho de 2014

Você lembra das Vozes das Ruas ano passado? Será que elas foram ouvidas?



Depois de um ano, as promessas feitas pelo governo federal e pelo Congresso para atender o apelo das manifestações, quase não saiu do papel.

Para se ter uma ideia, dos cinco "pactos" apresentados pela presidenta Dilma, apenas o da área da saúde foi colocado efetivamente em prática.

Naquela época, você lembra que o governo prometeu reforma política, adoção de medidas de responsabilidade fiscal,  ações para fortalecer a saúde, a educação e a mobilidade urbana?

Então, o governo viabilizou o programa "Mais Médicos", mas não avançou em mudanças no sistema político.

Enfim, voltamos quase a "estaca zero".

Texto: Geysa Albuquerque

quarta-feira, 11 de junho de 2014

No escuro, eles tomam as decisões



Desde que o deputado André Vargas foi visto em bate papo com o doleiro Alberto Youssef, preso por chefiar um esquema bilionário, denuncias da imprensa dizem as instituições políticas o trataram com intenso rigor.

Vargas era o vice presidente da Câmara e integrante importantíssimo do PT. E ficou "pasmo" quando viu seus companheiros pedirem publicamente sua renúncia. Depois disso, foi expulso do partido, aparentemente abandonado e condenado a encerrar sua carreira política de forma vergonhosa. Afinal, ele foi um político que traiu seus eleitores.

Só que nem tudo que parece ser verdade pode ser realmente. Na Câmara, Vargas continua bajulado por outros deputados de diferentes partidos. Em conversas, é possível ouvir o deputado opinando sobre os assuntos diversos, inclusive sobre aquilo que está passando.

O que podemos concluir é que em público o PT defende uma punição exemplar para Vargas, mas nos bastidores o PT se articula para salvá-lo da cassação.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

A era Joaquim Barbosa


A história de Joaquim Barbosa é mesmo um exemplo de superação. Filho de um pedreiro e uma dona de casa estudou em escola púbica, formou-se numa universidade federal e assumiu importantes cargos depois de ser aprovado em concurso público.
Barbosa não recebeu ajuda de padrinhos influentes e nem favores. Ele preferiu seguir sua vida solitária e trilhar caminhos árduos, o que chamou a atenção de Lula.

O ex-presidente pretendia calar o preconceito em escolher pela primeira vez um negro para a mais alta Corte do Judiciário. O que o petista não imaginava era que iria acertar em muita coisa. Lula escolheu o homem certo, na hora certa para desferir o mais duro golpe contra a corrupção na história recente do país.
O corajoso Joaquim Barbosa bateu de frente com os próprios colegas para garantir acelerar as votações. Chegou a acusa-los de cumplicidade e acabou isolado dentro do Tribunal.
O grande Ministro  saiu de cena e declarando o caso mensalão  como encerrado. O Supremo deu aos brasileiros uma lição de moralidade e intransigência com as roubalheiras, ensinando que lei é lei para todos.

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